Como mixar utilizando apenas plugins

Quando falamos de mixagem e masterização, a primeira discussão que surge é a velha batalha analógico X digital. Muitos são puristas e dizem que o digital nunca chegará a qualidade do analógico. Já os mais modernos, dizem que o analógico é coisa do passado e que o digital é muito melhor.

O fato é que de nada adianta você ter um estúdio com os melhores equipamentos ou com os melhores plugins se você não souber o que fazer com eles.

Outro fato é que uma música bem produzida é uma música bem produzida e ponto final, independente de como ela foi mixada e masterizada. Tanto é que fica impossível para qualquer engenheiro ou produtor musical dizer se uma música muito bem produzida foi feita e finalizada de uma forma ou de outra.

Mas, na realidade do home studio, muitas vezes não temos estes equipamentos analógicos disponíveis. E aí, como fica?

O que precisamos é saber trazer essa realidade para dentro da máquina, transformando nosso computador em uma unidade de gravação. Transformando-o em um verdadeiro estúdio.

E, para isso, vamos precisar antes de mais nada, conhecer as necessidades de um estúdio, entender porque os equipamentos são colocados, a ordem em que são usados e, principalmente, qual a finalidade deles. Apenas dessa forma, você conseguirá obter bons resultados. E aí perceberá que conseguirá obter bons resultados independentemente da forma que escolher trabalhar, pois a base de tudo é o conhecimento e a prática.

Uma coisa que gosto de fazer em minhas produções é trazer a sensação analógica para o projeto. Para isso, faço uso de plugins simuladores de equipamentos analógicos, como compressores, channel strips, equalizadores, etc. Gosto de usar simuladores de tapes (gravadores de rolo). A escolha por essa simulação é simplesmente por ter em mente os resultados que quero chegar. Isso não quer dizer que os plugins simularão fielmente os equipamentos a qual estão baseados mas, ao girar um botão específico, se você já estiver familiarizado com este determinado equipamento, já sabe mais ou enos o resultado que vai chegar.

Uma pergunta frequente que aparece para mim:

Gustavo, qual o(s) melhor(es) plugin(s) para usar numa sessão de miagem ou de masterização?

E a minha resposta sempre é:

Aquele que você está mais habituado a usar. Isso porque não existe uma receita de bolo para um bom resultado, dado o número de probabilidades que podem fazer com que uma receita soe diferente em vários casos. Essas variantes vão desde o processo de captação, passando pelos equipamento usados nessa captação, os instrumentos usados, qualidade dos equipamentos, ambiente em que foi gravado, etc. Percebe como em alguns exemplos já temos uma gama de itens variantes? Então, se você quer um conselho para melhorar de vez as suas produções, o meu conselho é: PRATIQUE!

Produza uma enorme quantidade de material e procure ir se aprimorando em um time seleto de plugins. Escolha alguns clássicos para que você tenha referências de pesquisa ou tenha como tirar dúvidas com outros usuários. E, definitivamente, PARE DE GARIMPAR PLUGINS! Não existe PLUGIN MÁGICO? ESQUEÇA!

A verdade nua e crua, doa a quem doer é:

Se você quer ter bons resultados nas suas gravações, seja com equipamentos analógicos ou com plugins digitais, pratique e estude muito. Estude os conceitos de cada ferramenta e saiba para que elas servem e como usá-las e em que caso usá-las. Dessa forma você estará dando grandes passos na evolução da sua forma de trabalho.

E lembre-se de desenvolver a sua metodologia, sem copiar nenhum outro produtor. Construa a sua identidade em produção musical e você terá um futuro promissor pela frente.

Aproveito e deixo abaixo um vídeo para quem quiser conhecer um pouco do meu processo de encadeamento de plugins:

 

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